quarta-feira, dezembro 28, 2005

Citação:

"In The Doors we have both musicians and poets, and both know of each other's art, so we can effect a synthesis. In the case of Tim Buckley or Dylan you have one man's ideas. Most groups today aren't groups. In a true group all the members create the arrangements among themselves."

Robert Krieger (guitarrista dos The Doors)

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Título: Natal
Autor: Jorge de Sousa

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Título: Sopro do Dragão
Autor: Paulo Feitais

A Felicidade Reside Sempre no Futuro ou no Passado

A sedutora miragem do distante mostra-nos paraísos que desvanecem, semelhantes a ilusões de óptica, assim que nos deixamos arrebatar por ela. A felicidade reside sempre, portanto, no futuro, ou ainda no passado, e o presente parece ser uma nuvenzinha escura que o vento empurra sobre a planície ensolarada; na frente e atrás dela, tudo é claro; sozinha, não cessa ela própria de projectar uma sombra.

Arthur Schopenhauer, in 'O Mundo como Vontade e Representação'

Citação :

"Sou a favor do costume de se beijar as mãos de uma mulher quando somos apresentados. Afinal, é preciso começar por algum lado"

Sacha Guitry

segunda-feira, dezembro 19, 2005

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Título: Recantos do Passado
Autor: Gonçalo Borges Dias

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Título: Hakuna Matata
Autor: Ana de Sousa

(www.1000imagens.com)

Aprende a Ser como os Outros

Não precisamos de ler, estudar ou conhecer ninguém, quando produzimos nós próprios. Pois não basta que produzamos nós próprios? E gostemos de nós próprios? Que nos pode dar o espírito alheio, quando sobre o próprio nosso desceu em línguas de fogo a sabedoria de tudo? Melhor: A verdade é que nem precisamos nós próprios de produzir (toda a produção é uma limitação), ou mal precisamos de produzir, para usufruirmos as vantagens do criador e produtor. (...) Aprende a contar uma anedota; duas anedotas; três anedotas; quatro anedotas... uma anedota diverte muita gente; quatro anedotas divertem muito mais... aprende a polvilhar de blague todas essas ideias sérias, pesadas, profundas, obscuras, - ao cabo simplesmente maçadoras - com que pretendes sufocar (...); aprende a cultivar aquele subtil espírito de futilidade que ligeiramente embriaga como um champanhe, e a toda a gente agrada, lisonjeia todos, por a todos nos dar a reconfortante impressão de pertencermos ao mesmo meio... estarmos ao mesmo nível; não queiras ser nem sobretudo sejas mais inteligente ou mais sensível, mais honesto ou mais sincero, mais trabalhador ou mais culto, mais profundo ou mais agudo... numa palavra: superior. Sim, homem! aprende a ser como os outros, dizendo bem ou mal de tudo e todos - conforme - sem os excederes nem te comprometeres demasiado; e deixa-me lá esses Proustes e esses Gides e esses Dostoievskis e esses Tolstois (vem aí o tempo em que todos esses jarrões serão levados para o sótão!), deixa-me essa estética e essa mística e essa metafísica e essa ética (já o tempo chegou de se ver a inutilidade e o ridículo dessa pretensiosa decoração), deixa-me lá esses estrangeiros, e essas estrangeirices.

José Régio, in 'Presença, Folha de Arte e Crítica, 1927-1940'

pré-comment----»(concordo com o homem, mas a cultura serve não para nos galantearmos perante os nossos pares, mas sim para tornar o nosso pensamento mais claro, isto se conseguirmos compreender e ter opinião crítica sobre os tais Jarrões)

Nunca Cultives o Absoluto nem o Excesso

Nunca cultives coisas absolutas, como a castidade absoluta ou a sobriedade absoluta: a maior força de vontade é a do homem que gosta de beber e se abstém de beber muito e não a daquele que não bebe de todo. O movimento antialcoólico é um dos maiores inimigos da vontade própria e do desenvolvimento da vontade. Castrar um homem «controlará» certamente os seus impulsos sexuais. Castrar a sua alma também fará o mesmo. A dificuldade é abster-se.


Continue a ler "Nunca Cultives o Absoluto nem o Excesso"

(www.citador.pt)

Citação

"O amor sem desejo é uma ilusão, não existe na natureza"

Ninon Lenclos

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Comunicado:


Devido a sucessivos comments não assinados vejo-me obrigado a fazer uso de uma prática há já algum tempo esquecida. Citando outro blog " A velha senhora parece que não se mexe, mas caminha". O lápis-azul é mais uma vez despertado. Não seria este o meu propósito, mas a lei deste blog sou eu! (ahahhaha [riso maquievélico]). Para mais esclarecimentos, por favor, dirijam-se á minha pessoa......(assinem) AAHAHAHAHAHAHAHAHAH (riso maquievélico mais extenso)

Insónias vol. IV : o regresso

Voltei….felizmente não pelas mesmas razões anteriores….mas cá estou. Volto a pensar no dia de amanhã….
Não consigo dormir e sei que já o devia estar há algum tempo. Quero manter uma serenidade mas não a alcanço, quando a perco. Usando uma expressão inglesa: “BOLLOCKS!!!”. Os exames estão a chatear, os pensamentos irrequietos também, já para não falar da vontade que tenho para enfrentar essas mesmas “questões”…Quando o pensamento diverge é difícil, não só escolher, como julgar qual o melhor para ti próprio e para outros….O bom dos egoístas é terem apenas uma única responsabilidade, mas para quem mais pensa além de si mesmo acaba por vezes optar pela melhor realidade que não o seu ego. Felizmente não sou egoísta mas também ainda não optei pelo meu futuro mais próximo, do mesmo modo que não fui forçado a tal. É este impasse que me deixa aliviado mas angustiado, porque divago sobre as várias possibilidades, tentando cobrir todos os ângulos de modo a controlar os meus sentimentos/acções/gestos/etc.… e os de outros antecipar a reacção/resposta/emoção. O risco de uma emoção descontrolada é sempre presente mas não me importava de conseguir obter um (detesto quando isto me acontece, só me lembro da palavra em inglês) --»“glimpse” dessa exacta emoção que se espera…Bem, a ambição de controlar tudo não é saudável obviamente (senão a vida perdia a piada….), mas apenas aquele pedaço que mantenha o barco em bom porto, uma rica ancorazinha…só para o caso….

domingo, dezembro 04, 2005

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Título: Mar Português
Autor: Fernando Bicho

(www.1000imagens.com)

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É prova de inteligência saber ocultar a nossa inteligência
François La Rochefoucauld

Sensibilidade no Tom Certo

(70 anos da morte de Fernando Pessoa...Já vem um pco atrasado mas nunca fora do tempo...)

Quanto mais aprofundamos, com a vida, a própria sensibilidade, mais ironicamente nos conhecemos. Aos 20 anos eu cria no meu destino funesto; hoje conheço o meu destino banal. Aos 20 anos aspirava aos Principados do Oriente; hoje contentar-me-ia, sem pormenores nem perguntas, com um fim da vida tranquilo aqui nos subúrbios, dono de uma tabacaria vagarosa.O pior que há para a sensibilidade é pensarmos nela, e não com ela. Enquanto me desconheci ridículo, pude ter sonhos em grande escala. Hoje que sei quem sou, só me restam os sonhos que delibero ter.(...) O ridículo é o couce da inteligência; há muito que da inteligência não possuo senão o couce.
Se faço estas análises de um modo lasso e casual, não é senão porque assim retrato mais o que sou. De uma análise propriamente profunda não só sou incapaz, mas sou também artista demais para a pensar em fazer; pensar em fazê-la seria pensar em dar de mim a ideia de que sou uma criatura disciplinada e coerente, quando o que sou é um analisador disperso e subtilmente desconcentrado. A minha arte é ser eu. Eu sou muitos. Mas, com o ser muitos, sou muitos em fluidez e imprecisão.

Fernando Pessoa, in 'Reflexões Pessoais (1930)'