Insónias: vol. I Noite Coimbrã

Nas noites perdidas que mtos já passaram na académica Coimbra, eu e mais alguns encontram o sossego para descansar o pensamento e alma. É uma libertação todas aquelas horas que se passam a conversar sobre copos e garrafas, vinhos e cervejas, traçados e bagaços. O sentir da brisa fresca ou gélida faz-nos encolher dentro das capas pretas no caminho de regresso sabendo que no acordar do dia que já nasce estará á nossa espera o mundo que cada um enfrenta. Será bom esse mundo ou será mais cruel que os sentimentos que nos levaram a procurar a libertação na penumbra da Sé Velha ou na visão da alta torre do relógio, a nossa querida Cabra? Na individualidade, desconhecida dos nossos pares, não estão os elementos que nos poderão confortar, apenas a nossa racionalidade ou mm insanidade. Na verdade, creio que todos sejamos insanos, dementes e outras vezes, calmos, clarividentes e precisos. Para reconhecer a nossa essência eu procuro o desconhecido pq os erros do passado já são os factos que devemos julgar, mas a vontade de não mais errar será para smp, a maior utopia. E IRRITA este saber, este conhecimento que, por mais que queiramos, a fasquia qnd ultapassada, parece insignificante, e a próxima será, por certo, mais alta. De sentir as dores da ignorância, cegueira ou outra coisa que possamos chamar ás quedas de razão perante factos evidentes, resta, em mim a desilusão. Mas nunca o fim. Esse está longe. "The past is a source of knowledge, and the future is a source of hope. Love of the past implies faith in the future." (Stephen E. Ambrose). Mas será o amor(?) ou o medo(?) que nos transforma ou nos força a uma mini-metamorfose daquilo que pensavamos ser real e verdadeiro? Serão estas noites que me daram a resposta pois, embuídos na alma de estudante e na vontade de querer viver cada dia e noite ao máximo da nossa felicidade e daqueles que nos rodeiam (merecem) , veremos na luz vespertina o âmago da nossa existência. Quero Coimbra e com ela viverei. Meretriz dos infelizes que nela se refugiam e dos homens e mulheres que sem ela não chegariam ao mundo real e pragmático. Carpe Diem

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